->é que garante o livre trânsito de pessoas e, por conseqüência, de comércio ao impedir que sejam privadas, isto é, fechadas para um grupo reduzido que, pelo seu próprio número, suprimiria qualquer possibilidade de economia de escala.
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E que por isso mesmo dificilmente seriam "fechadas", a não ser que tu assumas que as ruas ficariam nas mãos de agentes econômicos oriundos da APAE - o que é uma suposição razoável talvez em casos isolados de ruas doadas para deficientes gerirem e se sentirem parte da sociedade, mas dificilmente um argumento sólido ou caso geral.
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Mas há os casos clássicos de ruas e estradas vicinais construídas e mantidas privadamente na Inglaterra. Há milhõs de alternativas, desde as ruas serem geridas por associação de moradores, por uma empresa contratada ou para a qual a rua é cedida em contrato, por bairros, etc...
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->Qual o alcance de empresas como a Blackwater ou, dito de outra forma, elas teriam condições de enfrentar um exército regular de um estado bem aparelhado?
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Eles realizam tarefas de DEFESA. Isso inclui enfrentar insurgentes armados, os mesmos que mataram milhares de soldados ocidentais. Aliás, outro bom exemplo é a Legião Estrangeira Francesa, que é basicamente uma companhia de mercenários, a única diferença dela para uma empresa privada de segurança é o contrato permanente com o governo francês...
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Ah sim, QUALQUER tipo de vida organizada sem "estado" é simplesmente inexistente. Mas acho que está bem claro que todos aqui estão usando "estado" no sentido de Estado-nação detentor do monopólio da legislação e uso da força em certo território, além de poder coercitivo em cima de seus habitantes por um suposto contrato social que NENHUM destes habitantes assinou de livre e espontânea vontade. A "ausência de estado" do anarco-capitalismo basicamente substituiria esta relação opressora por um contrato voluntário, efetivamente existente e assinado.
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=63909&tid=5405437262763411417&na=2&nst=14

Realmente, muito libertária e autônoma a proposta de gerência auto-suficiente das ruas, ao passo que dependem de uma administração urbana ampliada do estado para as mesmas se integrarem. Perfeito como só os delírios podem ser. Analogamente, as seguranças privadas de mercenários são tão “eficazes” que o grosso das operações bélicas e intervenções várias ainda são executadas por exércitos regulares.
“Estado-nação”, enquanto entidade representante de uma única nação (conceito cada vez mais inócuo em tempos de globalização...) se torna cada vez mais ficcional na razão inversa da noção de estado mesmo. Mesmo porque a utopia anacap, dos “contratos voluntários” leva a uma institucionalização que contém, em seu germe, o surgimento de um novo estado. Não há como em se organizar, permanentemente, contratos para todos. Exceto se o modelo for de um federalismo cada vez mais fragmentado em que unidades políticas nanicas e pigméias sofressem de patologias crônicas de anemia econômica e política. Em suma, ao contrário do paradigma implícito da total autonomia, as pequenas-nano-microbianas unidades estariam a mercê de outras mais organizadas e extensivas que só pela presença e pujança econômica lhes poriam na sombra e ocaso histórico.








